Tumblr da Bruna Vieira

Vai, tá esperando o que? Escreve logo ou seu coração vai aprender a falar. 

Todo mundo adora falar sobre as coisas que a gente conquistou, mas só nós mesmos sabemos do que fomos obrigados a abrir mão pra conseguir.

No começo, todo cupido é meio destreinado ou distraído. Aponta pra cá, escorrega, vira uma cambalhota no ar, atira pra lá e no final das contas, sem querer, acerta três ou mais pessoas ao mesmo tempo. Mas Bruna, um relacionamento de verdade não se trata de um casal que se ama perdidamente e encontra o tão sonhado final feliz? Nem sempre. Às vezes o afeto surge no meio de algo que já existe e isso não torna o sentimento mais ou menos verdadeiro. Não estou falando que é certo ou simples, mas é mais comum do que a gente imagina. 

Ser uma das vértices de um triângulo amoroso é uma experiência muito intensa, principalmente quando os envolvidos já se conhecem - isso os torna ainda mais vulneráveis. Só quem já passou por uma situação dessas sabe o quão desgastante é estar em um relacionamento onde a insegurança e a desconfiança reinam. Tudo acaba virando motivo de briga ou provar para o mundo o quão feliz os dois estão. Ah, mas vejo isso acontecer tantas vezes por aí…

Sabe o que eu acho e aprendi depois de um tempão? Gostar de alguém é tão mais incrível quando não existe toda essa competição. Quando ambos possuem um passado bem resolvido e valorizam a sinceridade. De nada adiantar ler manuais sobre como ter um relacionamento de sucesso se os dois não acreditem de verdade no sentimento que cultivaram um no outro. É preciso um pouquinho de maturidade pra lidar com essas questões do coração. Adiar ou fingir que nada está acontecendo faz o problema virar uma verdadeira bola de nove. No final das contas, todo mundo sai machucado de qualquer jeito. Como sei disso? Aconteceu comigo.

No ensino médio eu me apaixonei pelo mesmo cara que a minha melhor amiga de infância. Nós estudávamos na mesma sala, por isso foram anos sentimentalmente complicados. A amizade se desgastou muito e no último dia de aula, quando eu já namorava o rapaz há um tempinho, nem olhávamos mais na cara uma da outra. Algum tempo depois meu relacionamento acabou e com a faculdade ou trabalho, todos nós nos afastamos. Não me arrependo de ter escolhido seguir meu coração, mas se eu pudesse voltar no tempo, teria conversado mais. Não acho que isso nos faria ser amigas até hoje, até porque descobri que somos e vemos a vida de um jeito bem diferente, mas pelo menos todo mundo teria sofrido um pouquinho menos.

Então é Natal e o ano novo também. Parece que foi outro dia, mas as festas de final de ano já estão prestes a começar mais uma vez. Não vou mentir, mesmo que eu já não ganhe presentes incríveis como a casa da Barbie ou aquela pasta cheia de canetinhas coloridas, essa ainda é uma das minhas épocas preferidas. Motivos? Mesa cheia de comida gostosa, luzes piscando por toda a parte, shopping decorado e claro, família reunida por algumas horinhas: a vó que já não me reconhece direito, aquela tia que sempre fala alto demais quando bebe, os primos que não são mais tão íntimos e todas as outras pessoas que assinam o mesmo sobrenome que eu, mas nunca ouvi falar.

Parece trágico, mas depois de um certo tempo a gente percebe que são esses antigos costumes familiares que calibram nosso coração e nos ajudam a manter o pé no chão durante os outros dias do ano. Quero dizer, tudo muda ao nosso redor o tempo todo, mas eles continuam lá pra cortar outro pedaço de pernil, passar o refrigerante, te fazer esquecer do projeto verão 2014 e por último, no finalzinho da noite, fazer a pergunta clássica: “E os namoradinhos, como andam?”. 

Esse será o meu primeiro Natal solteira desde que dei o primeiro beijo. Isso deveria estar me assustando, mas acho que me sinto até um pouco aliviada. Olhando de uma outra perspectiva, veja bem, agora pelo menos não terei que me preocupar com a aprovação alheia ou o papo do cara com o meu pai na churrasqueira. Não tenho que apresentar ninguém ou contar sobre o dia que nos conhecemos. Também não preciso passar horas no shopping em busca do presente ideal ou ligar pra sogra fingindo não perceber que ela me odeia por ter feito o filho passar a ceia de Natal longe de casa. Se identificou?

Às vezes é bom dar um tempinho pro nosso coração e cultivar os amores platônicos tipo o protagonista daquela série ou o ator gato da novela. Eles nunca vão nos decepcionar e se você tiver uma televisão por perto, também se tornam uma ótima companhia. Fica a dica. 

Ah, Feliz Natal pra vocês, pra mim e também para os possíveis e impossíveis namoradinhos. Nunca se sabe, né?

Inventei um monte de desculpas ao longo do dia até finalmente começar a escrever esse texto. Arrumei meu quarto, respondi os e-mails antigos e até coloquei o lixo pra fora. Também aproveitei pra conversar com minha melhor amiga sobre o final de semana e ler o finalzinho daquele livro que abandonei há alguns meses. Antes de finalmente abrir o bloco de notas e organizar as ideias, atualizei minhas redes sociais e decidi vestir uma roupa um pouco mais confortável. Por que estou contando tudo isso? Pra mostrar que o medo de começar alguma coisa acontece com absolutamente todo mundo.

Diariamente leitoras me escrevem para compartilhar suas experiências, trabalhos e pedir conselhos. Boa parte dessas garotas está em busca de uma mensagem motivadora que as faça acreditar em si mesmo. Por medo do que os outros podem pensar, elas não tem coragem de usar as roupas que acham legal ou publicar na internet os textos que escrevem. Já viveu ou ouviu essa história antes? Então vem cá, vamos conversar.

Não vale mesmo a pena abrir mão de algo que acreditamos porque as pessoas ao nosso redor não acham isso tão incrível. Agradar o mundo não é mesmo que agradar a nós mesmos, muito pelo contrário, quando tentamos ser exatamente igual aos outros e viver de acordo com o que dizem ser certo acabamos nos frustrando ainda mais. Os indivíduos que mais se destacaram no mundo, em suas respectivas áreas, também sofreram por fazerem tudo de um jeito diferente. E eles se importaram? Não. Elas usaram isso como motivação pra continuar tentando. Nem sempre as coisas dão certo de cara, mas acredito que toda experiência nos rende uma boa história pra contar e mais chances de acertar da próxima vez.

No colégio eu ouvia os meus colegas de classe dizerem que o blog era besteira e que todas as minhas fotos eram ridículas. Veja só, hoje isso virou oficialmente o meu trabalho e a opinião deles nunca mais nem chegou aos meus ouvidos. Ainda bem que eu sou taurina e muito teimosa, né? Ufa!

Posso dar o último conselho de 2013? Aproveite que estamos no final do ano para organizar suas metas e planos para os próximos meses. Coloque no papel todas aquelas ideias malucas que surgem na sua cabeça antes de dormir. Mesmo que elas pareçam bestas no dia seguinte, faça o que for possível para torná-las realidade. Comece agora! Esse é o segredo.

Quando eu era bem pequena, perguntei: “mãe, onde é que fica o futuro?”. Ela respondeu: “futuro não é um lugar, meu bem!”. Dei de ombros e continuei brincando de boneca sem entender direito o significado daquela palavra que os adultos gostavam tanto de falar. Criança é curiosa, mas tem prioridades: diversão. 

Nas provas de português do colégio, o “futuro” apareceu só pra complicar minha vida. Modo verbal? Indicativo, imperfeito ou mais-que-perfeito? Socorro! A professora era gente boa, grande tia Sônia, mas eu não conseguia entender o porquê de complicarem algo que era tão simples. E o pior, me obrigarem a saber tudo aquilo pra finalmente (e ironicamente) chegar no futuro. Bang. Ele de novo.

Algum tempo depois o dicionário me ensinou que futuro nada mais é do que um intervalo de tempo que se inicia depois do presente e não tem um fim definido. Ou seja, escolha o seu curso na faculdade antes que o ensino médio termine. É o seu futuro que está em jogo. Ah, e sabe o que também não tem fim? As possíveis matérias que podem cair no vestibular. 

A rotina de trabalho é cansativa e o horário do recreio só começa na sexta. Tudo bem. Pelo menos ainda temos as férias, certo? Quase. Quando eu disse (notem que eu não escrevi pedi) que iria viajar com uma amiga em julho do ano que vem, adivinhem só, minha mãe me mandou pensar no… sim, ela me mandou pensar no futuro. Guardar grana para os dias que estão por vir. Mas julho ainda está por vir, certo? Comprei a passagem mesmo assim. Adolescente é pobre, todos sabem, mas também é teimoso. Tchau, porquinho!

Não tem como fugir do futuro. Ele tá sempre com a gente, repararam? Após cada palavra que dizemos, escolhas que fazemos e principalmente nas pequenas atitudes do cotidiano. Tá bom, vai. Às vezes, mesmo com todo o esforço, o universo não colabora. O cara não liga. Nossos pais se separam. Alguém importante morre. Nossa melhor amiga nem se importa. A roupa não serve mais. Chove bem no dia. Traem nossa confiança. Mas não é sobre o que aconteceu há dois minutos ou dois meses. É sobre o que nós faremos em seguida.

Eu diria que minha mãe estava errada quando disse que futuro não é lugar. É sim. E fica bem ao lado da felicidade. É só acreditar, mirar e continuar seguindo em frente. Vamos?

Amigo é aquela pessoa que te faz sorrir e ver o lado bom das coisas, mesmo quando tudo tá uma merda. Essa é a definição mais real sobre amizade que você vai ler na vida. Se não fizer nenhum sentido, sinto muito, mas talvez seja uma boa ideia sair e conhecer pessoas novas.

O colégio é o nosso primeiro contato com o mundo. É quando saímos da bolha criada por nossos pais e somos obrigados a conviver com outras pessoas. Indivíduos totalmente diferentes. Por mais que tudo pareça divertido no jardim de infância, toda aquela tinta na roupa e brincadeiras com músicas, não é fácil perceber que as outras pessoas não nos amam logo de cara. Soa egoísta, mas é a verdade. Nós já nascemos recebendo amor e carinho de toda a família. Aí num pelo dia decidem que precisamos passar horas com pessoas estranhas que não dão a mínima pra gente.

Chame-o de colega.

Aos pouquinhos, vamos descobrindo que é preciso conquistar e cativar sentimentos para que as coisas funcionem. Se você empresta o brinquedo, amanhã talvez você possa brincar com o dele também. Se você divide o sanduíche hoje, talvez semana que vem ele te ofereça um pedaço de maçã. Se você oferece o ombro quando preciso, talvez depois ele te dê o melhor dos conselhos.

A vida é feita de trocas. Materiais ou afetivas. Cada pessoa oferece o que tem de melhor e é um pouco mais fácil quando a outra pessoa se parece com a gente. O gosto musical. O jeito de se vestir. O sonho. A personalidade. Nesses casos, nem precisamos nos esforçar tanto. Enfim, podemos ser quem gostaríamos de ser e ainda ganhamos um superpoder: comunicação por olhar.

Chame-o de amigo.

Na adolescência tudo acontece ao mesmo tempo. O corpo muda, as responsabilidades crescem e nosso pobre coração, que então descobrimos não ser tão bonitinho e simples quanto costumávamos desenhar na folha de papel, vai sendo remendando uma porção de vezes. É sempre quase o fim do mundo, mas uma boa noite de sono nos faz mudar de ideia.

Cada fase nos torna um pouquinho mais fortes. Cada conselho nos deixa um pouquinho mais sábios, mas ainda precisamos de boas companhias para sobreviver a pressão do ensino médio e a hierarquia do colegial. Parece mais fácil quando estamos perto dos populares, eu sei, mas essa é a maior besteira que já inventaram. Ilusão pura.

Cada pessoa precisa do seu próprio tempo e espaço.

Os seres humanos mais legais que conheço e também sofreram por não conseguir fazer parte de algum grupo. Preferiram não seguir o tal padrão obrigatório e adivinhem, se tornaram adultos corajosos e cheios de ideais. Não pense que eles são solitários. Conheceram pessoas ao longo da vida, pessoas que também pensavam diferente, mas os aceitaram mesmo assim. Por que não? Nos encaixarmos na nossa própria vida já é tão difícil. Imagina na que as pessoas idealizam pra gente? Impossível. Oscar Wilde já disse e eu assino embaixo: “Be yourself; everyone else is already taken.”

Lembre-se: um dia feliz com uma boa companhia é sempre ainda mais feliz.

Adoro ficar sozinha. Aprecio o silêncio. Ler meus livros, assistir muitos episódios seguidos daquela série que ninguém gosta, ouvir músicas no fone de ouvido ou ficar atoa na internet sem precisar dizer nenhuma palavra. Só o barulho do teclado e a luz apagada. Gosto mesmo, mas isso não é tudo. Cheguei a conclusão de que perdemos muito quando nos limitamos a fazer apenas as coisas que estamos acostumados a fazer. É por isso que os outros são tão importantes. Um “sim” para um velho convite pode mudar tudo. Essa eu garanto.

- seu coração sabe todas as respostas, querida.
- o problema é que eu não sei se tenho feito as perguntas certas.

Só a arte salva nossa alma da solidão. Canta, escreve, toca, pinta, mas não deixa de transformar o que dói em algo bonito. Meu conselho pra vida toda.

Para superar de verdade nossos problemas precisamos nos reinventar. Mergulhar dentro dos próprios pensamentos e encontrar uma pontinha de esperança que nos faça querer seguir em frente e parar de chamar tanta atenção para algo que no final das contas é só nosso. Algo que, sendo totalmente sincera, estamos é tentando nos livrar faz um certo tempo. É mais fácil quando temos alguém por perto, pra ouvir umas boas verdades e ter companhia no final de semana, ocupar o tempo ocioso e dar gargalhadas despretensiosas, mas também, se for o caso, garanto pra vocês, não é impossível de se fazer sozinho.

Pode parecer meio mórbido, mas em dias assim, gosto de lembrar de alguns dos meus piores momentos. Escuto músicas, vejo fotos, converso com velhos amigos ou simplesmente escrevo. Tipo agora.

Não é sobre se esconder atrás de antigas mágoas. É sobre usá-las como referencial. Às vezes a gente simplesmente se esquece que houveram outros dias ruins, sabe? Amadurecer tem um pouco a ver com usar experiências passadas para não cometer novos erros, por isso, tudo bem desenterrar o passado só pra ter certeza de que a raiz é forte e que esse vento uma hora ou outra vai passar. As estações mudam, independente do lugar do mundo que você está.

Hoje, quando olho pra trás, percebo que ninguém nesse mundo me conhece mais do que eu mesma. Ou seja, posso ter saído com diversos caras ou feito e desfeito ótimas amizades, mas continuo sendo quem mais lidou com esses malditos medos, inseguranças e manias.

Eles são meus. Eles são eu.

Na primeira vez que eu achei que fosse morrer de tristeza meu corpo todo doía muito. Foi pior do que qualquer resfriado. Pior do que ficar de castigo sem internet ou tirar a casquinha do machucado no joelho sem querer. Na primeira vez que me disseram adeus eu quase fui junto, mas aí eu fui ficando. E o quase membro do meu corpo virou um desconhecido e de vez em quando a gente até se cruza na rua. Eu não sinto nada e isso me deixa feliz pois significa que se não der certo, depois de um tempo, será sempre assim.

Quanto tempo mesmo?

A verdade é que a vida da gente é curta demais para deixarmos que a transformem num tribunal e fiquem julgando o que é ou não apropriado. Agir de acordo com as expectativas alheias o tempo todo é mais ou menos como não fazer nada. E se for para não fazer nada, convenhamos, é melhor ficar no sofá o final de semana inteiro assistindo sua série preferida e comendo besteiras, concorda?

Terminei a terceira temporada de “Lie To Me” ontem.

Eu sempre defendi a ideia de que a única coisa que realmente muda alguém é o amor, mas não sei direito até que ponto isso é saudável. A curiosa linha tênue entre submissão e cooperação. 

Não gostar de uma pessoa é absolutamente normal. Digo, não concordar com os valores, metas, sonhos, estilo, personalidade, jeito de levar a vida, jeito de escrever, gosto musical, atitudes, etc. Também acho normal (não saudável) ter um recalquezinho enrustido aqui ou ali. Agora, meus amigos, fazer questão de externar esse sentimento diariamente (pra pessoa e os outros ficarem sabendo) é doentio e muuuuuuuuuito feio. Não gostou? Okay. Na internet existe uma coisa maravilhosa chamada unfollow. Equivale ao famoso “trocar de calçada” (80% de chance da pessoa nem perceber ou se importar). 

Penso assim: se você não gosta de alguém ou algo nesse pequeno ser humano te incomoda tanto assim, resolva esse problema (sim, é um problema!). Vale uma conversa totalmente sincera (é libertador), um psicologo ou sei lá, conheça novas pessoas que ocupem seu tempo (recomendo).  

Se sicrano realmente for mentiroso, feio, medíocre, fedorento, burro, hipócrita, desnecessário, fútil e todas as outras coisas que você pensa, não se preocupe ou gaste seu precioso tempo com indiretas, mimimi e fofoca, a vida vai devolver mais cedo ou mais tarde, tá?  

(e isso continuará não sendo um problema seu).

Cortar pessoas importantes da nossa vida é como cortar um pedaço da gente. Mas às vezes é necessário, às vezes nem termos escolha. Acabaram as chances do estoque. Fechamos para balanço.

Quanto tempo?

No espaço vazio entre uma hora e outra fica a saudade. No final da piada, a vontade de sair correndo e contar pra pessoa só pra saber se ela vai achar graça também. Na música preferida, a frase que nunca foi dita.

Depois que você vê o fim tantas vezes, começar se torna um tanto quanto mais difícil.